Nossa motivação.

"Grandes empresas e profissionais compartilham informações, auxiliam-se mutuamente e buscam na sinergia sua força de trabalho. Este espaço destina-se a isso: trocar idéias, tirar dúvidas e fazer "networking". Bem vindos os que tem aço no sangue !"

08/08/2013

Portos vão receber R$ 5 bilhões em investimentos.

O governo autorizou ontem a construção de 12 novos terminais portuários de uso privado (TUPs) e a ampliação de outros dois já instalados, num total de investimentos de R$ 5 bilhões. Eles ampliarão a capacidade portuária brasileira em 35,6 milhões de toneladas por ano.

Os maiores empreendimentos são um novo terminal da Manabi Logística em Linhares (ES), estimado em R$ 2 bilhões, para movimentação de minério de ferro, e a ampliação do terminal da Ultrafértil em Cubatão (SP), no valor de R$ 1,8 bilhão, para fertilizantes e grãos.

Pela nova legislação, sancionada em maio passado, a Secretaria de Portos (SEP) vai publicar a relação dos novos terminais, o que deve ser feito na edição de hoje do Diário Oficial, e a partir de então será aberto um prazo de 30 dias para que outras empresas, que eventualmente tenham interesse nessas mesmas áreas, se manifestem.

Não havendo empecilhos, a autorização definitiva para a instalação dos terminais deve ser dada em outubro e as empresas terão três anos para a construção. 'Como são investimentos privados, eles ocorrem com maior rapidez', comentou o ministro-chefe da Secretaria de Portos, Leônidas Cristino.

Rio. Além da Manabi e da Ultrafértil, o governo autorizou o estaleiro Brasfels a aumentar sua operação no Rio , num empreendimento de R$ 409 milhões.

A Região Norte ganhará investimentos adicionais de R$ 228 milhões para o transporte de combustíveis, um problema crítico na região. Os novos terminais da região Sul envolverão investimentos de R$ 316 milhões e outros R$ 164 milhões serão aplicados no Centro-oeste para a construção de terminais fluviais para o transporte de grãos.

Essa foi a segunda leva de terminais privados autorizados após a reforma da Lei dos Portos. No mês passado, foram anunciados 50 terminais, com investimentos estimados em R$ 11 bilhões, e aberto período de 30 dias para manifestação de outros interessados.

Interesse. Esse prazo encerrou-se anteontem. Segundo o ministro, seis empresas pleitearam instalar-se nas áreas onde foram autorizados os novos terminais. Juntas, elas pretendem investir R$ 1,5 bilhão. 'Agora vamos estudar os pedidos', informou Cristino. 'Se for numa área próxima e houver interesse, autorizamos os dois', disse.

Havendo conflito, a lei determina que o governo faça uma seleção. Das 50 empresas autorizadas a instalar terminais no mês passado, 12 não entregaram a documentação dentro do prazo. Cristino achou 'normal' esse desempenho, pois havia propostas antigas para instalação de terminais e as empresas podem ter feito outros planos. Para ele, não é sinal de desinteresse do empresariado.

Empresários querem retorno maior com projetos

O governo espera divulgar depois de amanhã uma primeira versão do edital de licitação de arrendamento de áreas nos portos de Santos (SP) e no Estado do Pará. A rentabilidade poderá subir, segundo sinalizou o ministro-chefe da Secretaria de Portos, Leônidas Cristino. Ele disse que o assunto está 'em análise', mas admitiu a possibilidade de um pequeno aumento. '0 governo quer os investimentos privados', afirmou.

Segundo informações extraoficiais, a Taxa Interna de Retorno (TIR) foi fixada em 7% e 7,5%, considerado baixo pelo mercado. '0 setor privado pode aumentar os ganhos de outra forma, por exemplo, ganhando escala', argumentou o ministro.

Ele deixou em aberto a possibilidade de haver, também, mudança nas condições de financiamento. Os empréstimos prometidos pelo Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) custariam, originalmente, a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais até 2% ao ano.

Em Santos e no Pará, há 52 áreas com contratos vencidos ou por vencer. A idéia é unir algumas delas para permitir a instalação de terminais maiores. Assim, deverão ser oferecidas 11 áreas em Santos e 20 nos portos paraenses.

Extraído:  O Estado de São Paulo

07/08/2013

Balanço da CSN terá impacto do minério de ferro.


Apesar de preços mais altos do aço e o menor número de paradas operacionais, o balanço do segundo trimestre da Cia. Siderúrgica Nacional (CSN), previsto para hoje após o fechamento do pregão, poderá ser magro e vir até no vermelho. A divisão de minério de ferro deve contribuir: o resultado será pressionado pela queda do preço da matéria-prima e também do volume embarcado.
Na média, sete bancos consultadas pelo Valor projetam que a companhia terá uma receita líquida de R$ 3,8 bilhões, 8,4% abaixo dos R$ 4,1 bilhões do segundo trimestre de 2012.
Para a última linha do balanço, os analistas têm projeções bastante distintas. Enquanto o J.P. Morgan prevê prejuízo de R$ 629 milhões, o Itaú BBA estima um lucro líquido de R$ 271 milhões. Em média, a previsão é de uma perda de R$ 44,8 milhões, ante prejuízo de R$ 1,03 bilhão um ano antes. Vale lembrar que a perda de um ano atrás é resultado da baixa contábil de investimentos realizados na compra de ações da Usiminas.
Os demais bancos consultados pelo Valor foram Santander, Bank of America Merrill Lynch, BTG Pactual, Goldman Sachs e Citi. Este último fez estimativa somente do resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). Em média, os analistas projetam um Ebitda de R$ 938 milhões, queda de 14% na comparação com um ano atrás.
Assim, como foi previsto para Usiminas e Gerdau, os analistas acreditam que a valorização de 10% do dólar frente ao real no segundo trimestre tenha deixado marcas negativas no balanço trimestral da CSN. A expectativa é de que o resultado final tenha sido prejudicado pelo efeito do câmbio nas contas financeiras.
O J.P. Morgan afirma, porém, que a CSN deve mostrar melhora parcial da rentabilidade perdida no primeiro trimestre, em decorrência de problemas operacionais no negócio de mineração - especificamente a área de beneficiamento da mina Casa de Pedra.
O Bank of America Merrill Lynch destaca que os problemas de Casa de Pedra parecem estar parcialmente resolvidos e projetam vendas de 5,9 milhões de toneladas de minério, acima das 4,2 milhões de toneladas nos três primeiros meses deste ano. A previsão do Itaú BBA é parecida, de 5,7 milhões de toneladas, enquanto o Santander é menos otimista - 5 milhões de toneladas. Todavia, os analistas pontuam que o preço mais baixo da matéria-prima - cerca de 10%, na comparação com o segundo trimestre de 2012 - vai pressionar a receita da empresa. Soma-se a isso recuo similar nos embarques de minério frente um ano atrás.
Na siderurgia, a previsão é de melhora dos resultados operacionais, com aumento de 2% a 3% nos preços no mercado doméstico e vendas totais (internas, exportação e de operações no exterior) de 1,56 milhão de toneladas.
Extraído: Valor => 07/08/13

05/08/2013

Gerdau começa a produzir aços planos

O grupo gaúcho Gerdau entra no mercado de aços planos neste mês. Com o início da produção do laminador de bobinas a quente na Usina Ouro Branco, em Ouro Branco (região Central), a companhia prevê vender de 150 mil toneladas a 160 mil toneladas de bobinas até o final deste ano. O produto é usado principalmente na indústria da construção civil (construção metálica), petrolífera, naval e de máquinas e implementos, entre outros setores.
As informações foram reveladas pelo diretor-presidente da companhia, André Gerdau Johanpeter, ontem, durante conferência para divulgação dos resultados do segundo trimestre deste ano. O equipamento entra em operação com cerca de um mês de atraso em relação à última previsão, o que também prejudicou a estimativa inicial de comercialização de bobinas neste exercício em cerca de 50 mil toneladas. O laminador de bobinas a quente tem capacidade instalada de 770 mil toneladas anuais.
Os investimentos da Gerdau chegaram a R$ 635 milhões no segundo trimestre deste ano e fecharam o semestre em R$ 1,2 bilhão. Os aportes foram direcionados especialmente ao aumento da capacidade de produção de minério de ferro e à instalação do laminador de bobinas a quente na Usina Ouro Branco.
Minério - 'Já devemos atingir a produção de 11,5 milhões de toneladas anuais do insumo siderúrgico até o final deste ano. Com este volume somos autossuficientes e exportamos uma fatia', disse Johanpeter. Ele revelou que no primeiro semestre a Gerdau já embarcou cerca de 150 mil toneladas de minério e até o final do ano mais 550 mil toneladas do insumo devem ser exportadas, fechando o exercício com 700 mil toneladas em exportações.
O minério de ferro é extraído pela Gerdau em suas jazidas em Minas Gerais, com reservas estimadas em 2,9 bilhões de toneladas. Os ativos estão distribuídos em quatro minas, todas na região de Serra Azul: Miguel Burnier, Várzea do Lopes, Gongo Soco e Dom Bosco.
Para o período entre 2013 e 2017, estão programados R$ 8,5 bilhões em aportes nas plantas industriais da companhia e na área de mineração. O montante é 17,5% menor do que o do plano anterior (R$ 10,3 bilhões), entre 2012 e 2016. 'A Gerdau segue mais seletiva na avaliação de seus projetos de investimentos futuros', lembrou o executivo.
Resultado financeiro - A Gerdau encerrou o segundo trimestre com um lucro líqüido de R$ 401 milhões, queda de 27% em relação ao mesmo período de 2012 (R$ 549 milhões). Na comparação com o resultado dos três meses anteriores (R$ 160 milhões), por outro lado, houve um expressivo crescimento de 150,6%.
Em relação à alta na comparação do segundo com o primeiro trimestre deste ano, Johanpeter afirmou que 'a melhora reflete a gradual recuperação dos mercados em diferentes níveis e o esforço de gestão das nossas operações, o qual resultou na redução do capital de giro em R$ 1,1 bilhão, ampliando o caixa da companhia'. 'Além disso, as vendas físicas no mercado interno brasileiro apresentaram o seu melhor desempenho desde 2008', acrescentou.
A receita líquida da companhia no segundo trimestre ficou em linha com a do mesmo intervalo do ano passado, somando R$ 9,882 bilhões. Em relação dos primeiros três meses deste ano (R$ 9,166 bilhões), houve um crescimento de 7,8%, o que para Johannpeter confirma a tendência de recuperação ao longo deste ano.
No Brasil, as vendas consolidadas da companhia somaram 1,768 milhão de toneladas no segundo trimestre, 7,7% menos que em igual período de 2012. O mercado interno consumiu 85,2% do volume comercializado no intervalo e o restante foi destinado a remessas ao exterior.
A produção de aço bruto da Gerdau no país ficou na casa das 1,771 milhão de toneladas de abril a junho, 3% menos que no mesmo período de 2012 e praticamente 38,1% do total produzido pela companhia em todas as suas operações no trimestre (4,646 milhões de toneladas). 
Extraído: Diário do Comércio 

13/07/2013

Aços estruturais USI CIVIL e USI SAC

O aços da série USI CIVIL são aços baixo carbono para uso em estruturas em geral. Encontram-se disponíveis em dois graus: CIVIL-300 e CIVIL-350, com limite de escoamento mínimo de 300 e 350 MPa respectivamente. Portanto, trata-se de uma outra solução para a construção civil, por se tratar de um aço com a resistência mecânica idêntica a um aço resistente à corrosão atmosférica (SAC / COS AR COR), porém com preços mais acessíveis. Este tipo de materiais são normalmente utilizados em Edifícios, pontes, implementos agrícolas, vagões e equipamentos para mineração.

Os aços estruturais da série USI SAC são resistentes à corrosão atmosférica. Com adições de elementos de liga, tais como Cu, Cr, Si e P, desenvolvem uma camada de óxido altamente protetora durante o contato com o meio ambiente, conferindo ótima resistência à corrosão atmosférica. Os aços estruturais da séria USI SAC encontram-se disponíveis nos graus SAC-300 e SAC-350, correspondendo às faixas de tensão de escoamento mínimo entre 300 e 350 MPa respectivamente.

O material SAC 300 ou 350 são similares (não iguais) aos aços USI CIVIL 300 e USI CIVIL 350, respectivamente, no quesito a valores de Propriedades Mecânicas. Com relação a Composição Química a diferença é acentuada, ou seja, o SAC tem em seu projeto de qualidade os elementos Silício, Cobre, Cromo e Fósforo, responsáveis pela Resistência à Corrosão Atmosférica, enquanto o USI CIVIL tem em seu projeto a adição de Cobre, Titânio, Níquel e Nióbio, visando com isso apenas resistência mecânica (LE e LR).

Portanto, o aço SAC possui uma ótima Resistência à Corrosão Atmosférica aliada a uma boa Resistência Mecânica, enquanto o USI CIVIL, podemos dizer que é um ASTM A 36 melhorado com boa resistência mecânica. 

21/06/2013

Aços Estruturais – SAE


Uso em componentes estruturais onde, em princípio, não se levam em conta as propriedades mecânicas, visto que para os aços de especificação SAE, apenas se garante a composição química.



14/06/2013

Aços para Longarinas.

Aços laminados a quente para longarinas:

Aplicação: Longarinas, travessas, chassis, guindastes, componentes de geradores de energia e outros componentes automotivos.

Aços de qualidade estrutural com Limite de Escoamento acima de 200MPa e com características bastante adequadas para conformabilidade e soldabilidade, com grandes possibilidades de utilização em componentes automotivos onde dobramentos são empregados.
Apresentam, também, bom desempenho quanto à fadiga e podem ser submetidos a estampagem moderada. Todos os graus desta família são fornecidos com garantia de propriedades mecânicas de tração e dobramento transversal. Os graus LN-200, LN-230 e LN-280 são aços C-Mn, enquanto os graus LN-380, LN-500 e LN-600 são elaborados como aços ARBL (Alta Resistência com Baixa Liga) submetidos a técnicas de laminação para transformação termomecânica, permitindo a obtenção de altos valores de resistência mecânica baixo carbono equivalente.



04/06/2013

Aço estrutural naval.


Toda chapa de aço para aplicação naval : navios ou plataformas (especialmente as semi-submersíveis), necessitam de uma classificação. É como marca de carro, o dono do navio ou plataforma escolhe a classificação da obra. As sociedades classificadoras têm suas próprias normas que chamam de regras. Essas regras são mais ou menos equivalentes e são também similares à norma ASTM-A131. Só podem ser fornecidas chapas com a designação de uma sociedade classificadora se estas forem homologadas pela mesma. A homologação especifica o grau, a espessura máxima, a condição de fornecimento, etc. Quando se produz conforme ASTM-A131, não há certificação e o cliente depois terá de contratar uma sociedade classificadora para abonar o material.  As normas de chapas de aço estrutural naval especificam diversos graus. Aços de média e alta resistência, divididos em três grupos de limite de escoamento e 4 grupos para exigência de tenacidade (charpy) conforme estabelecido para cada grau ou qualidade para as diferentes classificadoras:

  •  Grau A (normalmente não especifica  o ensaio de charpy), 
  •  Grau B e AH (ensaio de charpy a 0ºC – Média Mín. 27J e 34J),
  •  Grau D e DH (ensaio de charpy a  -20ºC– Média Mín. 27J e 34J), 
  •  Grau E e EH (ensaio de charpy a -40ºC– Média Mín. 27J e 34J), 
  •  Grau e F e FH (ensaio de charpy a -60ºC).

As principais classificadoras navais atendidas pelas usinas são: BV - Bureau Veritas, ABS - American Bureau of Shipping, NKK - Nippon Kaiji Kyokai, KRS - Korean Register, LR - Lloyd's Register, GL - Germanicher Lloyd e DNV - Det Norske Veritas.