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01/09/2014

Minas Gerais dá benefícios de ICMS ao setor.

A Regulação do ICMS de Minas Gerais (RICMS) foi alterada pelo Decreto nº45.586, publicado em 21 de agosto de 2014, para permitir que os créditos acumulados de ICMS, de qualquer origem, por estabelecimento extrator de minério, também possam ser transferidos para estabelecimento industrial fabricante situado no Estado, a título de pagamento pela aquisição de máquinas e equipamentos novos, destinados ao ativo imobilizado.
 O Decreto inclui ainda no RICMS previsão de regime especial destinado ao setor de rochas ornamentais, garantindo a possibilidade de estorno de débitos na saída de chapas, pisos, revestimentos, bancadas, pias e mesas com o objetivo de redução da alíquota efetiva no imposto nos seguintes percentuais: 7% nas saídas de chapas polidas, escovadas, jateadas, apicotadas e flameadas; 5% nas saídas de pisos e revestimentos e 3% nas saídas de pias, bancadas e mesas.

Os percentuais serão aplicados sobre o valor da operação, não considerando qualquer base de cálculo prevista em legislação estadual, mesmo que a mercadoria tenha sido beneficiada em estabelecimentos de terceiros, localizados em Minas Gerais. A opção pelo benefício ao setor de rochas ornamentais deve ser feita no livro de Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrência (RUDFTO) e mediante comunicação à Administração fazendária (AF) a que o contribuinte estiver circunscrito. 
Marcelo Villela 

Extraído => Brasil Mineral  - 01/09/14

06/08/2014

BHP extrai volume recorde em doze meses.


A BHP Billiton extraiu 225 milhões t de minério de ferro nos últimos doze meses encerrados em julho, 4% a
mais que no período anterior de igual abrangência e um novo volume recorde. A expectativa é que a produção cresça ainda mais no próximo ano.

A BHP informou que manterá suas atenções voltadas para a melhoria de produtividade e venda de ativos considerados não essenciais, quase dois anos após começar a cortar custos e depois de uma década de muitos investimentos. Com o aumento em Pilbara, na Austrália, a projeção para o próximo exercício é de 245 milhões t de minério de ferro.

Marcelo Villela 


Extraído => Brasil Mineral - 06/08/14

28/07/2014

Vale tem melhor 2º trimestre da história em minério de ferro.

 Mina de minério de ferro da Vale na região de Carajás, no Pará  A produção de minério de ferro da Vale, maior produtora global da commodity, registrou o melhor segundo trimestre de sua história neste ano, supreendendo analistas e dando sustentação para as ações nesta quinta-feira.

De abril a junho, a produção da matéria-prima do aço da mineradora brasileira cresceu 12,6% frente o mesmo período de 2013, para 79,448 milhões de toneladas, com a companhia contando com condições climáticas favoráveis para suas operações e a extração em novas unidades.

'A produção de minério de ferro foi particularmente forte e ultrapassou nossas expectativas', afirmou relatório do Bernstein Research, assinado pelos analistas Paul Gait e Christian Cole, que se decepcionaram com o segmento de não ferrosos, por outro lado.

O número da produção de minério de ferro também ficou acima da estimativa do Citi Research, que havia previsto crescimento de 6%. O resultado, segundo o analista Pedro Galdi, da SLW Corretora, deve ajudar a anular parte dos efeitos da queda do preço do minério de ferro no período - a companhia divulga seu balanço no dia 31 de julho.

Em junho, o minério caiu para uma mínima em mais de 20 meses na China (principal comprador do produto da Vale), segundo o Steel Index. A Vale atribuiu o bom desempenho às melhores condições climáticas e aos ramp-ups da Planta 2, em Carajás (Norte), e da nova planta de Conceição Itabiritos, no Sistema Sudeste.

O resultado, segundo a companhia, aumenta a confiança da companhia em atingir a meta de produção de 312 milhões de toneladas de minério no ano e o objetivo de 321 milhões de toneladas em vendas em 2014. As ações da Vale operavam em alta nesta quinta-feira. As preferenciais subiam 1,5%, às 13h42 e as ordinárias mais de 2% no mesmo horário, enquanto o Ibovespa tinha alta de 0,5%.

No Sistema Norte, onde está Carajás, a maior mina da Vale, a produção alcançou 29,3 milhões de toneladas no período, novo recorde para um segundo trimestre, ficando 33,7% acima do segundo trimestre de 2013. Já o Sistema Sudeste, que compreende os complexos de minas de Itabira, Mariana e Minas Centrais, produziu 26,5 milhões de toneladas no segundo trimestre, 2,5% acima dos primeiros três meses do ano, mas uma pequena queda de 0,9% ante o mesmo período de 2013. O Sistema Sul, que compreende os complexos de minas de Paraopeba, Vargem Grande e Minas Itabirito, produziu 22,3 milhões de toneladas no segundo trimestre, a melhor performance trimestral desde o terceiro trimestre de 2008.

Níquel

Em contrapartida, a produção de níquel caiu 5,2% no segundo trimestre na comparação com um ano antes, atingindo 61,7 mil toneladas. O níquel, em receitas operacionais da companhia, só perde para o minério de ferro e as pelotas. O Bernstein Research destacou que os não ferrosos foram 'amplamente decepcionantes' e a produção de metais básicos ficaram bem abaixo das previsões iniciais da instituição. 'O que confirma nossa visão de que a Vale ainda está lutando para diversificar e reduzir sua exposição ao minério de ferro', afirmou o Bernstein Research.

No trimestre passado, a Vale disse que esteve a 200 toneladas de ser a maior produtora global de níquel. No entanto, a produção do segundo trimestre ficou 8,5% menor ante o período anterior. O analista Pedro Galdi, da SLW Corretora, ressaltou que, embora o níquel tenha tido resultados menos importantes, foram vendidos a preços em alta durante o trimestre. A redução em níquel foi motivada por um acidente e uma parada programada para manutenção no complexo de Sudbury e na refinaria Clydach, ambos no Canadá, informou a companhia em seu relatório trimestral de produção.

Cobre e carvão

A produção de cobre da Vale no segundo trimestre atingiu 81 mil toneladas, queda de 11,3% ante o mesmo período de 2013, devido à parada planejada em Sudbury, no Canadá. A produção de carvão térmico e metalúrgico caiu 7% no segundo trimestre na comparação anual, atingindo 2,209 milhões de toneladas. Houve, no entanto, alta de 24% ante o primeiro trimestre deste ano. A Vale citou uma melhora do desempenho operacional em operacional de Carborough Downs, na Austrália, e em Moatize, Moçambique, como motivos para a melhoria de produção desde o início do ano. (Reuters)


Extraído => Terra - 28/07/2014

07/10/2013

Para mineradoras, projeto é intervencionista.

As pressões vão se intensificar este mês na reta final de discussão do novo marco regulatório da mineração na Câmara dos Deputados. Mineradoras, entidades de classe e deputados devem aumentar o tom para tentar ver incluídos pontos de interesse no relatório do deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), relator da comissão especial que discute o código da mineração. As novas regras foram enviadas ao Congresso Nacional pelo governo na forma de projeto de lei, o qual tornou-se alvo de críticas por segmentos da indústria.

O governo tem se esforçado em defender o projeto das críticas como a realizada por um grupo de especialistas do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Consultoria Legislativa do Senado. Esse grupo analisou o projeto de lei da mineração e concluiu: '(...) O PL [projeto de lei], em muitos aspectos, nasce mais anacrônico do que o atual Código de Mineração, de 1967, que veio substituir. A proposição deve representar somente o ponto de partida das discussões sobre o novo marco regulatório da mineração e demanda a intervenção intensa do Congresso Nacional para o seu aperfeiçoamento.'

O trabalho não representa a posição oficial do Senado, mas foi considerado como uma referência pelos críticos do projeto. Na análise, os especialistas reconhecem que o projeto apresenta pontos positivos, como a melhora da governança pública no setor mineral, a unificação do título minerário para a pesquisa e a lavra, e a previsão de contratos de concessão mais detalhados quanto às obrigações das empresas de mineração. O texto afirma, porém, que há no projeto um viés intervencionista e centralizador no Executivo que afasta outros atores do centro da tomada de decisões no setor mineral e semeia a insegurança.

O Ministério de Minas e Energia rebateu as acusações: 'A proposta apresentada pelo Poder Executivo não aumenta a intervenção do Estado. O que o novo marco regulatório faz é, por intermédio do controle da entrada das empresas nas áreas mineráveis, aumentar a capacidade de planejamento do Estado em relação à exploração dos recursos minerais brasileiros e tornar, por meio da Agência Nacional de Mineração [ANM], os procedimentos mais transparentes.' Pelo projeto, a ANM vai regular, gerir informações e fiscalizar o setor.

Segundo o ministério, o aumento da capacidade de planejamento do Estado vai garantir maior segurança jurídica e regulatória nas relações entre poder concedente e concessionários, o que fará com que um número maior de agentes privados com comprovada capacidade técnica e econômica tenha acesso a um amplo número de áreas com grande potencial para a atividade mineral. 'O aumento de empresas capacitadas elevará a concorrência no mercado e aumentará a qualidade e a quantidade dos investimentos realizados.'

Elmer Salomão, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM), disse que a entidade vai apresentar proposta alternativa, sem desvirtuar o projeto de lei. 'Mas que permita manter a empresa privada como protagonista da exploração mineral.'

'O marco regulatório atual é bom enquanto o novo marco traz preocupações sérias como um intervencionismo forte do Estado, que tira o protagonismo do setor privado. 'Será que o Estado dará a dinâmica que um setor intensivo em capital, como a mineração, precisa?', questiona Jones Belther, diretor de exploração mineral da Votorantim Metais. A Votorantim Metais tem discutido com deputados a possibilidade de aprovar um sistema híbrido segundo o qual áreas com conhecimento geológico maduro seriam licitadas e áreas sem o mesmo volume de informações manteriam o regime de 'prioridade'. O projeto de lei estabelece o fim da 'prioridade', regime válido nos principais países mineradores segundo o qual quem requer primeiro, ganha o título minerário.

Na visão de Belther, bastaria aperfeiçoar o atual marco que é reconhecido, segundo ele, como competitivo. Ele disse que a previsão de investimentos de US$ 75 bilhões no setor mineral brasileiro no período 2012-2016 comprova que o marco atual é bom. O número citado por Belther se refere a uma estimativa do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que diz não ter como revisar os valores enquanto o novo código não for sancionado pela presidente Dilma Rousseff. Embora desembolse valores altos, o Brasil ainda é pouco representativo, em termos de investimentos em exploração mineral, em nível global.

Um dos receios é que o novo marco afugente investimentos. Outra preocupação é a segurança jurídica. 'É importante que os direitos de quem investe e produz estejam garantidos no novo código', disse em recente palestra Marcio Luis Silva Godoy, diretor global de exploração e desenvolvimento de projetos minerais da Vale. A Vale diz também que é importante que o novo marco facilite o acesso a quem quer investir e pesquisar novas áreas sob pena de haver uma 'lacuna' na produção mineral no futuro.

O secretário de geologia, mineração e transformação mineral do Ministério de Minas e Energia, Carlos Nogueira, disse que o novo marco mantém o respeito aos contratos vigentes e disse não ver possibilidade de que as novas regras afugentem investimentos.

Apresentado em junho pela presidente Dilma Rousseff, o projeto de lei da mineração foi enviado ao Congresso em regime de urgência constitucional para tramitação, mas no fim de setembro a urgência foi retirada a partir de um acordo entre o governo e a comissão especial. Pelo acordo, o projeto seria apresentado e votado na comissão até meados deste mês, seguindo depois para votação no plenário da Câmara. Mas a tendência é que o prazo seja estendido. Ainda não está claro se o projeto poderá ser aprovado este mês ou só em novembro antes de seguir para o Senado. Também é difícil de prever se, depois de passar pelo Senado, o projeto poderia ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff ainda este ano ou só em 2014, cenário que parece mais provável.

O deputado Leonardo Quintão acredita que será possível aprovar o projeto nas duas casas do Legislativo em 2013. Ele disse que espera ter uma versão 'pré-pronta' do relatório até o dia 15. 'A prioridade é votar o relatório até o fim do mês', afirmou. O presidente da comissão, deputado Gabriel Guimarães (PT-MG), disse que a inclusão de novas visitas a Estados para discutir o projeto com a sociedade pode estender em mais de um mês a apresentação do relatório.

Fonte do governo disse que mudanças de marcos em outros setores, como de energia e petróleo, também provocaram inquietações, mas as empresas continuaram a operar. A fonte afirmou ainda que a regulamentação do novo marco da mineração, via decreto, vai se dar depois da aprovação do projeto pelo Congresso.


Extraído =>  Valor

02/10/2013

CSN está otimista com possível acordo com Namisa.


O presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, disse, nesta segunda-feira, 30, que está otimista em relação às discussões travadas entre a siderúrgica e suas sócias asiáticas na Namisa e que a expectativa é de que as partes cheguem a um acordo. A CSN detém 60% da mina.


No fim de 2008, quando vendeu fatia da mina, a CSN recebeu do consórcio asiático US$ 3,08 bilhões por 40% da Namisa. Se a parceria for desfeita, a siderúrgica de Volta Redonda (RJ) terá de devolver o valor corrigido.

Segundo Steinbruch, as discussões em torno do tema ainda estão em curso. O prazo para o exercício da opção de opção de venda tinha como vencimento o mês de julho, mas já foi, segundo o executivo, estendido até o fim de outubro e deverá ter seu prazo ampliado mais uma vez. Questionado, o presidente da CSN não deu uma nova data para o vencimento dessa opção.

A opção de venda é um item previsto no acordo de acionista assinado na época do negócio. A opção pode ser utilizada, caso sejam descumpridas determinadas obrigações, assim como prazos acertados, chegando a uma situação de 'impasse extremo'.

'(entrar na) Justiça é sempre a última coisa', disse o presidente da CSN. Steinbruch afirmou que são diversas questões que envolvem as tratativas entre a CSN e o consórcio e que não é 'apenas uma questão de investimentos na mina'. 'Tem um monte de implicações: societárias, administrativas, comerciais, industriais, de investimentos', afirmou.

'Nós queremos que o caso seja resolvido. É uma mudança de rumo (da Namisa). É uma associação para se criar a terceira mineradora de minério de ferro do mundo', disse o executivo. A intenção da CSN é unir os seus ativos de mineração, reunindo em uma única empresa a mina Casa de Pedra e Namisa.

A Itochu, com 22% da Namisa, é a líder do consórcio asiático sócio da Namisa, que conta com as siderúrgicas japonesas JFE Steel, Kobe Steel e Nisshin Steel, a sul-coreana Posco e a taiwanesa China Steel Corp.


Extraído =>  Agência Estado - 02/10/2013

01/10/2013

Novas regras da mineração devem valer só em 2015.

O novo marco regulatório para o setor de mineração não deve produzir efeitos práticos no atual governo de Dilma Rousseff. Considerada uma das reformas mais importantes pelo Palácio do Planalto, a mudança do Código de Mineração desejada pela presidente deve sofrer alterações nas próximas semanas no Congresso e fontes do governo já admitiram que as novas regras só entrarão em funcionamento plenamente em 2015.

O atual arcabouço de normas para a mineração está em vigor desde 1967, e sua atualização está em discussão no governo federal há quase seis anos. Somente em junho deste ano o Planalto submeteu o texto do novo código ao Congresso, mas optou por um projeto de lei, em vez de uma medida provisória. Entre as mudanças está a forma de licitação de blocos de minas e jazidas ao setor privado aos moldes do setor de petróleo e gás natural e o aumento dos royalties pagos pelos mineradores - um dos pontos mais criticados por representantes do setor. Em junho, o Planalto submeteu o texto do novo código ao Congresso, mas optou por um projeto de lei, em vez de uma medida provisória.

A ideia inicial era de que os primeiros leilões sob as novas regras já começassem no segundo semestre, mas este calendário foi descartado com a demora em aprovar o novo texto. No dia 23 de setembro a presidente retirou o regime de urgência da proposta para destravar a pauta de votações da Câmara dos Deputados. A expectativa do governo é que o projeto, que tramita em comissão especial, seja votado em 15 de outubro.

'Na prática, na minha opinião, acabaram as chances de a reforma ser votada ainda este ano', disse ao site de VEJA o advogado especialista em mineração Affonso Aurino Barros da Cunha, sócio do escritório Siqueira Castro Advogados. 'Por um lado, mantém-se a lei atual, que todos já conhecem, o que tem seu lado positivo. Por outro, o país perde credibilidade, porque essa reforma vem se protelando há anos.' Para ele o pior cenário seria se o governo retirasse o pedido de urgência e mantivesse a suspensão da concessão de alvarás. 'Essa suspensão era que causava demissões, principalmente nas empresas técnicas de sondagem. Mas o governo já havia voltado a emitir os alvarás', comenta.

Travado - Um dos setores mais importantes da economia não vive dias de glória na gestão de Dilma, que foi ministra de Minas e Energia de 2003 a 2005. Entre outubro de 2011 e abril de 2013, o governo praticamente suspendeu a liberação de títulos de lavra às mineradoras, paralisando o setor e levando a milhares de demissões e fechamento de empresas. São esses documentos que permitem às empresas explorar comercialmente as minas.

'Ninguém entendeu, até agora, por que foi tomada a decisão de suspender as lavras. Isso começou a ser normalizado em abril, mas foi um verdadeiro contrassenso, porque a presidente defendia a ampliação dos investimentos na economia ao mesmo tempo em que represava as mineradoras', disse Marcelo Tunes, diretor de assuntos minerários do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

Por causa da suspensão das lavras e a lentidão para se aprovar o novo código de mineração, o Ibram avalia que a estimativa de investimentos totais do setor de 75 bilhões de dólares entre 2012 e 2016 seja revista para baixo.


Extraído =>  Estadão - 01/10/2013

27/09/2013

Mercado de tubos de aço inoxidável espera movimentar cerca de US$8,8 bilhões em 2013.


De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Tubos e Acessórios de Metal, em relação ao mercado de tubos, a projeção para 2013 da capacidade instalada é de 5.500.000 toneladas, com vendas de US$ 6,8 bilhões e geração de 28 mil empregos diretos. Para os próximos anos, as perspectivas são boas, já que projetos e investimentos em infraestrutura terão que ser acelerados para melhorar a logística e a competitividade do país. O setor de óleo gás também será beneficiado com a retomada de leilões de novos blocos. Essas obras vão necessitar de muitos equipamentos e materiais, movimentando a indústria como um todo e a produção de tubos e acessórios, em especial. Em relação ao aço inox, o consumo no mercado brasileiro será de 360 mil toneladas, com produção de 330 mil toneladas e cerca de 200.000 trabalhadores diretos e indiretos, com vendas de US$ 2 bilhões segundo projeção 2013 da ABINOX.


Considerando o potencial de aumento de consumo de aço inoxidável no Brasil, se comparado com o consumo de países desenvolvidos ou em fase de desenvolvimento, acredita-se que o consumo aparente no Brasil deverá crescer em média de 4 a 5% ao ano nos próximos cinco anos. Para atender as demandas destes mercados, de 01 a 03 de outubro de 2013, no Centro de Exposições Imigrantes, será realizada a 7ª edição da Tubotech | Feira Internacional de Tubos, Válvulas, Bombas, Conexões e Componentes, considerada a principal vitrine do setor e ponto de encontro dos países do Cone Sul.

Os principais fabricantes de máquinas e equipamentos para a indústria de tubos, válvulas industriais, bombas, motobombas e acessórios trarão alta tecnologia, inovações e as últimas tendências e soluções para o público formado por profissionais dos setores de petróleo, gás, automotivo, construção civil, químico, petroquímico, farmacêutico, bebidas e infraestrutura, entre outros.



Extraído => RM Press - 27/09/2013

26/09/2013

Gerdau quer expandir volume de minério de ferro até 2020.

A Gerdau está neste momento focada em ampliar a sua capacidade de produção de minério de ferro. Segundo o presidente da siderúrgica gaúcha, André Gerdau Johannpeter, a empresa espera chegar em 2014 ao volume de produção de 11,5 milhões de toneladas de minério de ferro (a capacidade chegou a esse total recentemente) e projeta uma capacidade de 18 milhões de toneladas em 2016 e de 24 milhões de toneladas em 2020.

A Gerdau passou praticamente todo o ano passado em busca de um sócio estratégico para a monetização de suas minas. A Gerdau produz minério de ferro nas minas de Miguel Burnier, Várzea do Lopes, Gongo Soco e Dom Bosco, todas em Minas Gerais. Em novembro, a companhia informou ao mercado que havia suspendido a busca por um sócio e optou por seguir sozinha no plano de investimento de R$ 1,8 bilhão, que deve garantir à maior produtora de aços longos das Américas a autossuficiência no insumo no Brasil e sobra de material para ser vendido no País e no exterior.

A empresa, que trabalhava com avaliação de que possuía reserva de 2,9 bilhões de toneladas de recursos minerais em Minas Gerais, descobriu, após estudos, que o volume é de 6,3 bilhões de toneladas, com teor de ferro acima de 40%. Apesar disso, a Gerdau não conseguiu atrair propostas dentro de suas expectativas de vários investidores americanos, europeus e asiáticos que foram procurados pelo Goldman Sachs, banco contratado pela empresa para ajudar na busca de um sócio.

Na fase em que a capacidade de produção de minério de ferro subirá das 11,5 milhões de toneladas para 18 milhões de toneladas, a companhia estima aportes de R$ 500 milhões.

Aço plano

Novata no mercado de aços planos, a Gerdau deverá realizar as primeiras entregas de bobinas laminadas a quente a seus clientes já nas próximas duas ou três semanas. 'No início será tudo no Brasil e depois teremos alguma exportação. Agora é a fase de aprendizado', disse presidente da siderúrgica gaúcha.

A capacidade da laminadora da Gerdau, na Açominas (MG), é de 800 mil toneladas anuais e para este ano, segundo o presidente da empresa, o volume deverá ficar entre 150 mil e 200 mil toneladas.

Sobre a produção de trilhos no Brasil, Johannpeter disse que não é viável economicamente. Segundo o executivo, mesmo com o programa de concessões do governo, os volumes não são suficientes para dar escala a uma produção. 'Nós acompanhamos o mercado, o consumo. A gente avalia de tempos em tempos, mas hoje o volume não é viável, não vale a pena o investimento',

Porto

O presidente da Gerdau disse que segue com seus estudos para a construção de um porto próprio, mas que o uso de terceiros segue como alternativa para a empresa embarcar sua produção de minério de ferro. Segundo o executivo, esse estudo já dura aproximadamente 3 anos.

Para Johannpeter, o Porto Sudeste deverá ser concluído. A MMX, de Eike Batista, negocia a venda de fatia do porto Sudeste com a Trafigura e a Mubadala, em negócio informado pela mineradora neste mês. 'O porto Sudeste vai ser completado, ele já avançou 70% ou 80% e é um porto que tem mercado. É uma opção para a Gerdau e nós esperamos que ele seja completado, já que é mais uma alternativa para exportarmos o nosso minério', disse o executivo. (Estadão Conteúdo)


Extraído =>  Yahoo Notícias - 26/09/2013

24/09/2013

CSN vai investir até R$ 800 milhões.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) investirá até R$ 800 milhões no aproveitamento dos rejeitos de minério de ferro em suas jazidas em Minas Gerais, conforme o diretor de área Mineral da empresa, Daniel dos Santos. Os aportes acrescentarão cerca de 5 milhões de toneladas anuais à produção do grupo, e foram viabilizados pela demanda chinesa e pela evolução dos preços do insumo siderúrgico no mercado internacional.

Os investimentos serão feitos na mina Casa de Pedra e na Nacional Minérios S/A (Namisa), ambas em Congonhas (Campo das Vertentes). Cada complexo receberá inversões entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões. De acordo com Santos, com o reaproveitamento dos finos de minério depositados nas barragens, a companhia aumentará em aproximadamente 5 milhões de toneladas sua produção anual.

Conforme o executivo, o projeto já está em fase avançada de engenharia. 'Estamos iniciando o processo de contratação das obras', afirmou Santos. Além disso, os equipamentos necessários para a produção nos dois projetos já foram adquiridos pela CSN.

De acordo com o diretor, grande parte da terraplanagem para o reaproveitamento já foi realizada. Atualmente, a companhia está fazendo a concorrência para a construção e montagem eletromecânica.

Para Santos, o reaproveitamento é uma forma de eliminar o passivo gerado com os rejeitos da produção nas duas jazidas. 'Você vai retornar este material para um processo simples de concentração e transformá-lo em um produto nobre', afirmou.

Ele lembrou que a mina Casa de Pedra, por exemplo, vem estocando rejeitos ao longo de 100 anos de operação. O complexo é o mais antigo, no segmento minério de ferro, ainda em operação no Brasil.

Apesar de estar há um século em operação, a mina Casa de Pedra vem aumentando sua produção. Até 2014, o complexo minerário deverá alcançar a capacidade instalada de 40 milhões de toneladas de minério/ano.

A companhia estima que investirá mais R$ 570 milhões na área mineral neste semestre. Os recursos serão aplicados em Casa de Pedra e na Namisa, além do terminal portuário da CSN em Itaguaí, no litoral fluminense.

Além dos aportes em reaproveitamento de finos de minério, Santos informou que a empresa poderá aproveitar itabiritos pobres. Segundo ele, os projetos para Casa de Pedra são de longo prazo e, além de ampliação, compreendem a substituição da capacidade.


Extraído => Diário do Comércio - 24/09/2013

23/09/2013

Ferrous poderá produzir pelota de minério no país.

Ucraniana Ferrexpo elevou participação na empresa Leonardo Francia.
A ucraniana Ferrexpo, grande player mundial do setor de produção de pelotas de minério de ferro, aumentou para 14,4% sua participação na Ferrous Resources do Brasil, tornando-se a maior acionista da empresa, o que abriria a possibilidade de a Ferrous entrar no mercado nacional de pelotas, hoje dominado pela Vale S/A e pela Samarco Mineração S/A, joint venture entre a própria Vale e a australiana BHP Billiton.

Em nota, a empresa informou que a Ferrexpo colocará todo seu know-how no segmento de pelotas à disposição da Ferrous Resources do Brasil. A companhia ucraniana já era acionista da Ferrous - que tem cinco ativos minerários na região do Quadrilátero Ferrífero e um na Bahia - e aumentou sua participação por meio de uma transação privada no mercado secundário.

O presidente da Ferrous, Jayme Nicolato, explicou que o aumento da participação da Ferrexpo muda o perfil e as perspectivas da empresa, por se tratar de mais um investidor estratégico do setor de mineração. 'Esse é mais um forte reconhecimento do potencial da companhia e reforça a confiança do mercado mundial em nosso atual plano de negócios', afirmou o executivo no comunicado.

Nicolato já havia admitido, anteriormente, a entrada de um parceiro estratégico para dar prosseguimento aos planos da mineradora de atingir uma produção de 15 milhões de toneladas somente na Mina de Viga, em Congonhas (Campo das Vertentes), até o começo de 2017. E, ao que parece, este 'parceiro' pode ser a Ferrexpo.

O presidente em exercício do Conselho de Administração da Ferrous, Ben McKeown, enfatizou a importância de ter um acionista de qualidade como a Ferrexpo. 'Trabalharemos juntos, com o restante da base de acionistas, para concretizar o projeto de expansão na Mina de Viga e para que a companhia e seu plano de negócios continuem progredindo', disse no documento.

Conforme já divulgado, os investimentos apenas na Mina de Viga devem girar em torno de US$ 1,2 bilhão, em um primeiro momento. Após a entrada em operação da expansão no ativo a Ferrous também poderá se beneficiar de empreendimentos logísticos como mineroduto e porto próprios.

A mineradora informou, ainda, que produziu 3,2 milhões de toneladas de minério de ferro no ano passado. Para este exercício, a previsão é alcançar uma produção de 5 milhões de toneladas, o que, se confirmado, representará um crescimento de 56,2%. A empresa tem, atualmente, mais de mil funcionários diretos, com expectativa de chegar a 1,3 mil no fim de 2013.

Os ativos da companhia em Congonhas (Mina de Viga) e Brumadinho (Mina Esperança) são considerados 'privilegiados', uma vez que têm a 'vantagem competitiva' de já serem atendidos pela MRS Logística S/A, o que permite à empresa escoar a produção até os terminais portuários.

Extraído => Diário do comércio - 23/09/13

13/08/2013

Brasileira Ferrous Resources finaliza plano de investimento do projeto Viga.

A brasileira Ferrous Resources finalizou o estudo de viabilidade de seu projeto de minério de ferro, Viga, em Minas Gerais, com financiamento de US$ 1,28 bilhão e retorno em seis anos, confirmou a empresa na semana passada. 
A Ferrous espera produzir um total de 17 milhões de t/ano de minério de ferro com 65% de Fe a partir de 2017, sendo 15 milhões de t produzidas na mina Viga. A produção prevista para 2013 chega a 5 milhões de t, contra 3,2 milhões de t em 2012.
'Em paralelo ao estudo de viabilidade, foi desenvolvido o plano de execução do projeto, cujo prazo é de 36 meses, com previsão de início das obras em 2014 e start up da planta em 2016', disse a empresa em um comunicado.
Marcos Assunção, analista do banco de investimento Itaú BBA, disse que o projeto da Ferrous parece competitivo mesmo em um mercado de minério de ferro mais difícil. 'Ele pode gerar uma margem positiva mesmo em um cenário de preços baixos do minério de ferro', disse Assunção em um relatório, salientando que a previsão de custo-caixa total e despesas de venda, gerais e administrativas chega a US$ 46/t.
Assunção acredita que a Ferrous está bem posicionada para crescer. Ele citou o licenciamento integral da etapa de 15 milhões de t/ano, a previsão de produção de 5 milhões de t/ano em 2013 e o EBITDA de US$ 60 milhões, o baixo risco de alavancagem, as reservas certificadas de minério de ferro, um terminal de carga na empresa logística MRS localizado perto das operações da mina, e a experiência da equipe gerencial.
A venda de 4% das ações para a Glencore no primeiro trimestre também reforçou a perspectiva positiva do analista do Itaú BBA, visto que isso reduziu o risco do projeto.

Extraído: Platts => 13/08/13

07/08/2013

Balanço da CSN terá impacto do minério de ferro.


Apesar de preços mais altos do aço e o menor número de paradas operacionais, o balanço do segundo trimestre da Cia. Siderúrgica Nacional (CSN), previsto para hoje após o fechamento do pregão, poderá ser magro e vir até no vermelho. A divisão de minério de ferro deve contribuir: o resultado será pressionado pela queda do preço da matéria-prima e também do volume embarcado.
Na média, sete bancos consultadas pelo Valor projetam que a companhia terá uma receita líquida de R$ 3,8 bilhões, 8,4% abaixo dos R$ 4,1 bilhões do segundo trimestre de 2012.
Para a última linha do balanço, os analistas têm projeções bastante distintas. Enquanto o J.P. Morgan prevê prejuízo de R$ 629 milhões, o Itaú BBA estima um lucro líquido de R$ 271 milhões. Em média, a previsão é de uma perda de R$ 44,8 milhões, ante prejuízo de R$ 1,03 bilhão um ano antes. Vale lembrar que a perda de um ano atrás é resultado da baixa contábil de investimentos realizados na compra de ações da Usiminas.
Os demais bancos consultados pelo Valor foram Santander, Bank of America Merrill Lynch, BTG Pactual, Goldman Sachs e Citi. Este último fez estimativa somente do resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). Em média, os analistas projetam um Ebitda de R$ 938 milhões, queda de 14% na comparação com um ano atrás.
Assim, como foi previsto para Usiminas e Gerdau, os analistas acreditam que a valorização de 10% do dólar frente ao real no segundo trimestre tenha deixado marcas negativas no balanço trimestral da CSN. A expectativa é de que o resultado final tenha sido prejudicado pelo efeito do câmbio nas contas financeiras.
O J.P. Morgan afirma, porém, que a CSN deve mostrar melhora parcial da rentabilidade perdida no primeiro trimestre, em decorrência de problemas operacionais no negócio de mineração - especificamente a área de beneficiamento da mina Casa de Pedra.
O Bank of America Merrill Lynch destaca que os problemas de Casa de Pedra parecem estar parcialmente resolvidos e projetam vendas de 5,9 milhões de toneladas de minério, acima das 4,2 milhões de toneladas nos três primeiros meses deste ano. A previsão do Itaú BBA é parecida, de 5,7 milhões de toneladas, enquanto o Santander é menos otimista - 5 milhões de toneladas. Todavia, os analistas pontuam que o preço mais baixo da matéria-prima - cerca de 10%, na comparação com o segundo trimestre de 2012 - vai pressionar a receita da empresa. Soma-se a isso recuo similar nos embarques de minério frente um ano atrás.
Na siderurgia, a previsão é de melhora dos resultados operacionais, com aumento de 2% a 3% nos preços no mercado doméstico e vendas totais (internas, exportação e de operações no exterior) de 1,56 milhão de toneladas.
Extraído: Valor => 07/08/13