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15/09/2014

ABB fecha contrato de US$ 103 milhões com a Vale.

A ABB fechou contrato de US$ 103 milhões com a Vale para a instalação de sistemas elétricos e de
automação em uma moderna mina de minério de ferro, em Carajás (PA), como parte de sua expansão de capacidade produtiva. Este pedido dá continuidade ao contrato anterior de US$140 milhões, firmado com a ABB, para fornecimento da primeira fase do projeto S11D, que inclui a instalação de equipamentos elétricos e de automação para a Usina que processa o material extraído da mina, separando o minério de ferro das impurezas.

Com isto, a ABB fornecerá uma subestação de alimentação de 230 kV para conectar a mina à rede elétrica, além de 42 subestações secundárias. A ABB também irá fornecer motores para acionar a correia transportadora da mina. “A Vale está desenvolvendo uma mina sustentável, do futuro, na Amazônia. O S11D representa estar à frente da indústria em 20 ou 30 anos. Para conseguir isso, a ABB desenvolveu soluções altamente personalizadas e com capacidade de implementar com êxito e em uma grande escala.

Estou orgulhoso de que a estreita relação entre a ABB e a Vale, ao longo de mais de 10 anos, resultou neste projeto pioneiro, que estabelece um novo padrão de produtividade, sustentabilidade e segurança,” disse Veli-Matti Reinikkala, responsável global pela divisão de Automação de Processos da ABB. “Neste projeto, a colaboração entre divisões está permitindo uma sólida integração de automação e energia, um importante diferencial para a ABB”. A produção de minério de ferro esperada para o Projeto S11D é de 90 milhões de t/ano.

Marcelo Villela


Extraído => Brasil Mineral - 15/09/14

24/10/2013

Distribuidores de aço melhoram humor, mas mantêm cautela.

Distribuidores de aços planos do Brasil melhoraram o humor sobre 2013 após registrarem um forte terceiro trimestre de vendas e volume de estoques normalizado, segundo dados apresentados nesta quarta-feira pela associação que representa o setor, Inda.

A expectativa para o crescimento das vendas passou de até 2,5 por cento para 5 por cento, sem previsão de novos reajustes nos preços praticados pelas usinas siderúrgicas até o final deste ano, afirmou o presidente do Inda, Carlos Loureiro.

A entidade havia começado o ano com previsão de crescimento de 6 por cento nas vendas, mas em junho havia cortado as expectativas depois de passar por um primeiro semestre em que a comercialização registrou queda de 1,7 por cento sobre o mesmo período de 2012.

'A previsão provavelmente vai se aproximar do número que demos no começo do ano (...) provavelmente vamos chegar a crescimento de 5 por cento nas vendas', disse Loureiro. 'As coisas estão acontecendo mais lento do que se queria no começo, mas estão finalmente acontecendo', acrescentou.

O setor distribuidor representa cerca de 30 por cento das vendas de aço das usinas siderúrgicas do país.

Os distribuidores encerraram setembro com alta anual de 15,8 por cento nas vendas, para 409,6 mil toneladas de aço, o que fez o volume no trimestre alcançar 1,22 milhão de toneladas, 13,6 por cento acima do vendido de julho a setembro de 2012.

Sobre agosto, houve queda de 3,4 por cento nas vendas, mas a expectativa era de recuo de 5 por cento. A entidade estima que as vendas em outubro cresçam cerca de 7 por cento sobre setembro.

Na comparação com o segundo trimestre, os distribuidores venderam 10,9 por cento mais aço plano e no acumulado de janeiro a setembro, o setor teve crescimento de 3,3 por cento, a 3,36 milhões de toneladas.

O produto em destaque em setembro e no terceiro trimestre como um todo foi chapa grossa, com crescimento mensal de 26 por cento e trimestral de quase 40 por cento. O insumo é usado por indústrias como a de máquinas e equipamentos e em projetos de infraestrutura.

Os dados do terceiro trimestre dos distribuidores de aço contrastam com fracos números divulgados até agora sobre o desempenho da economia no período. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), por exemplo, cresceu apenas 0,08 por cento em agosto sobre julho, após contração de 0,34 por cento no mês anterior. O indicador é considerado uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB).

A discrepância entre o desempenho dos distribuidores de aço e os dados mais gerais da economia, segundo Loureiro, pode ter sido gerada por problemas de estoques reduzidos entre os clientes do setor e deixa o Inda em cautela sobre os próximos meses.

'Estamos receosos em dizer que já passaram os problemas. O trimestre foi muito bom, mas preocupa porque foi fora da tendência da economia', disse ele. 'As montadoras de veículos, por exemplo, estão produzindo mais, mas o estoque também está alto, o que gera preocupação porque pode gerar produção menor de aço lá na frente.' A associação de montadoras de veículos, Anfavea, estimou esta semana que a produção em 2014 vai crescer 5 por cento após expansão de 12 por cento neste ano.

Preços

Depois de reajustes promovidos pelas siderúrgicas ao longo do ano que elevaram os preços de aços planos aos distribuidores no Brasil em 12 por cento, em média, o setor não espera novos reajustes diante da estabilização da queda do real contra o dólar e crescente pressão gerada por excesso de produção ch
inesa.

Em setembro, as importações de aço plano pelo Brasil cresceram 8 por cento sobre um ano antes, para 190,85 mil toneladas, após pico no ano de 211,7 mil toneladas em setembro. Grande parte do volume importado veio da China, apesar de medidas antidumping recentes tomadas pelo governo. Loureiro afirmou que estes volumes provavelmente são resultado de encomendas feitas no começo do ano, quando o dólar ainda estava num patamar de cerca de 1,90 real.

Para o setor automotivo, que representa outros 30 por cento das vendas das usinas siderúrgicas, Loureiro afirmou, porém, que aposta em um reajuste de 'no mínimo um dígito alto' no início do próximo ano.

Montadoras de veículos e siderúrgicas negociam normalmente contratos anuais de fornecimento de aço. O banco Goldman Sachs afirmou em relatório de 11 de outubro que usinas e fabricantes de veículos estavam próximos de acertar acordo para reajuste de 10 por cento nos preços de aço.(Reuters)


Extraído => Fonte: Exame - 24/10/2013

01/10/2013

Novas regras antidumping passam a valer hoje.


As novas regras para investigações antidumping passam a valer hoje (1º Outubro), quando entra em vigor o Decreto 8.058/2013, publicado no dia 29 de julho e que regulamenta o tema. O procedimento antidumping é usado quando um país comprova que o exportador fixa preços muito abaixo dos valores de mercado do país importador para eliminar a concorrência.


Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, com a nova regra passa a ser obrigatória uma conclusão provisória sobre a existência do dumping, do dano e do nexo de causalidade. Poderão ser aplicados direitos provisórios antidumping para proteger a indústria doméstica durante a investigação.

De acordo com o ministério, o objetivo é assegurar que as determinações preliminares sejam feitas no prazo médio de 120 dias após o início da investigação. Atualmente, a realização de determinações preliminares não é obrigatória e o prazo médio é 240 dias.

A nova legislação estabelece ainda prazo máximo de 60 dias para a análise de uma petição. No entanto, nos casos em que não haja necessidade de pedidos de informações adicionais e em que haja evidências de dumping, de dano e de nexo de causalidade, as investigações poderão ser iniciadas entre 15 e 30 dias da data de seu protocolo.

O novo marco normativo substitui o Decreto 1.602/1995. Para o ministério, a nova legislação, somada ao reforço na equipe de investigadores, aprovados recentemente em concurso público, deverá reduzir o prazo médio das investigações, conforme estabelecido no Plano Brasil Maior. (Edição de Talita Cavalcante)


Extraído => Agência Brasil - 01/10/2013

CSN perde 1ª disputa contra Ternium sobre 'tag along' de ações da Usiminas.

A CSN (CSNA3) perdeu a ação que movia na Justiça contra a argentina Ternium, exigindo o pagamento de 'tag along' (direito dos outros acionistas de receber um percentual do valor pago pelas ações dos controladores em caso de venda do controle da empresa) a respeito de negociações entre os principais acionistas da Usiminas (USIM3, USIM5), em 2011.

Enquanto a CSN alegava que a compra da fatia da Usiminas pela Ternium modificava o quadro político da companhia, o que garantiria o pagamento do tag along, a empresa argentina defendia-se dizendo que a siderúrgica brasileira buscava 'minimizar o prejuízo sofrido em virtude de sua frustrada tentativa de adquirir o controle da Usiminas'.

Em primeira instância, o juiz Sérgio Noboru Sakagawa considerou que a operação resultou em 'uma alienação de controle parcial', com a transferência de parte do controle da empresa, não de sua totalidade, o que desobriga a Ternium de pagar o tag along.

Entenda o caso

Em 2011, a CSN pretendia adquirir parte do controle da siderúrgica, mas com a recusa por parte dos controladores, passou a comprar ativos da Usiminas no mercado - a companhia chegou a deter 14,3% de USIM3 e 20,69% de USIM5 através destas aquisições. Apesar da tentativa da CSN, a participação detida em conjunto pelo Votorantim e a Camargo Correa foi vendida para Ternium.

Segundo a legislação brasileira, ao mudar o controle de uma companhia aberta, os investidores minoritários têm direito a vender suas ações para o novo controlador, com percentual do pago para ingressar no controle. No caso da Usiminas, seria de 80%. No entanto, as autoridades consideraram que o controle não foi alterado, uma vez que a japonesa Nippon Steel continuou sendo a acionista majoritária, apesar da forte participação da Ternium.

Na época, as ações ordinárias da Usiminas se descolaram drasticamente das preferenciais, diante da expectativa do mercado de que esse tag along fosse pago para os detentores de USIM3. Com a não obrigatoriedade de pagar o tag along, esses papéis despencaram, com investidores desfazendo-se de posições ao saber que não receberiam o adicional, voltando a andar alinhados aos ativos PNA. (InfoMoney)


Extraído: Portal Soma -  30/09/2013

30/09/2013

Vallourec afirma que menor demanda no Brasil prejudicará receita.


A fabricante francesa de tubos de aço Vallourec disse que o real fraco e a redução da demanda por novos poços de petróleo e gás no Brasil poderiam comprimir o crescimento da receita e das margens de lucro este ano.


A Vallourec havia atribuído os lucros mais elevados nos dois últimos trimestres a maiores vendas no setor de petróleo e gás no Brasil e no Oriente Médio, o que compensou a baixa atividade de perfuração de gás nos Estados Unidos.

A empresa disse em um comunicado que não viu sinais de recuperação na exploração de gás de xisto nos Estados Unidos, mas permanecia otimista quanto a possibilidade de tirar proveito das perfurações de petróleo de xisto.

As empresas de energia norte-americanas têm se concentrado em perfurações de petróleo, com os preços de gás permanecendo deprimidos.

A Vallourec faz tubos de aço sem emendas utilizados em perfurações de gás e petróleo de xisto, na indústria automotiva e na construção de componentes.


Extraído => Reuters - 30/09/2013.

27/09/2013

Petróleo e gás derrubam receita do setor, diz Abimaq.


Apesar da ligeira recuperação do faturamento em agosto, o setor de bens de capital mecânicos continua patinando. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o baixo nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) e a queda na carteira de pedidos se devem à difícil situação das empresas de máquinas pesadas, muito usadas no setor de óleo e gás. 'A Petrobras é hoje a principal responsável pela queda do faturamento neste segmento. Estamos fechando postos de trabalho e até empresas', afirmou ontem o presidente executivo da Abimaq, José Velloso.


De acordo com dados da entidade, no acumulado de janeiro a agosto, as importações de equipamentos para o setor de óleo e gás aumentaram 97,2%. 'Este é, hoje, o pior segmento da Abimaq', destaca Velloso.

Ainda nesta quarta-feira, o superintendente da área de insumos básicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maurício Bacellar, afirmou que até 2020 a estimativa da instituição é de uma demanda doméstica por bens e serviços em exploração e produção de petróleo e gás em torno de US$ 400 bilhões.

As empresas contratadas pela Petrobras para executar projetos que envolvem engenharia, equipamentos, construção e montagem (como plataformas, por exemplo) são chamadas de EPCs (sigla em inglês). De acordo com Velloso, a Petrobras paga estas companhias em real e considera a transação como cumprimento de exigência de conteúdo local.

'Os 'epecistas' faturam os projetos em real, mas compram tudo lá de fora', diz. Velloso explica ainda que o segmento de máquinas para óleo e gás da Abimaq é amplamente dependente dos pedidos em carteira feitos pela cadeia onshore (em terra), que incluem abastecimento, refino e transportes (dutos). 'O forte da Abimaq é o segmento onshore, onde a exigência de conteúdo local é zero', reforça Velloso.

Em 2012, durante a divulgação do plano de negócios da Petrobras para os próximos anos, a presidente da estatal, Graça Foster, foi incisiva ao afirmar que o conteúdo local não atrapalha o andamento dos projetos da companhia. A executiva reforçou inclusive que somente alguns projetos têm metas de nacionalização a serem cumpridas.

De acordo com Velloso, o acordo que existe desde a 9ª rodada de licitações de blocos exploratórios de petróleo e gás natural é para exigência de conteúdo local somente na cadeia offshore (mar). No segmento de exploração, a média de nacionalização exigida varia entre 35% e 55% e, em produção, entre 55% e 65%. 'Como as empresas não estão cumprindo, elas estão pagando multas', diz.

De acordo com a Abimaq, os pedidos de máquinas seriadas têm apresentado melhora gradativa ao longo do ano, principalmente por conta das condições especiais do financiamento do BNDES para bens de capital (Finame). No entanto, a carteira de equipamentos pesados depende da velocidade dos negócios em áreas como infraestrutura e óleo e gás. 'Dependemos dos investimentos em infraestrutura. Se as concessões avançarem e não houver mais atrasos no setor de óleo e gás, em meados do ano que vem já devemos enxergar melhora da demanda no setor de bens sob encomenda', afirma o diretor de competitividade da Abimaq, Mário Bernardini.

O economista ressalta que, em um cenário otimista, o setor de máquinas deve fechar 2013 em linha com o ano passado. 'Porém, o mais provável é que tenhamos queda de até 4% do faturamento em relação a 2012', diz.

Receita do setor

A indústria de máquinas registrou em agosto um faturamento de R$ 7,2 bilhões, aumento de 6,8% ante julho. Porém, na comparação anual, houve queda de 2,1%. Já no acumulado do ano, o setor faturou R$ 52,1 bilhões, queda de 6,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a Abimaq, houve um recuo do déficit da balança comercial do setor na passagem de julho para agosto, totalizando US$ 1,4 bilhão, devido ao aumento das exportações. Porém, na comparação anual, houve alta de 16,9% do déficit. Até agosto deste ano, esta diferença chegou a US$ 13,8 bilhões, alta de 20,2% ante igual período de 2012.


Extraído =>  DCI - 27/09/2013

26/09/2013

Estivadores acampam em frente a terminal privado em Santos.

Cerca de 250 estivadores acampados desde as 19h de ontem (25) em um dos navios do terminal da Empresa Brasileira de Terminais Portuários (Embraport) no Porto de Santos foram obrigados, por meio de uma liminar, a deixar a embarcação na madrugada de hoje (26). O grupo, no entanto, decidiu continuar o protesto do lado de fora do terminal, onde pretende ficar acampado por tempo indeterminado.

“Estamos aí na luta em defesa dos trabalhadores avulsos”, justificou João Carlos de Oliveira, segundo-secretário do Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão (Sindestiva). Ele disse que a categoria decidiu ocupar, pacificamente, o navio Log In Jatobá como forma de demonstrar o descontentamento com a nova forma de contratação de trabalhadores. Segundo o sindicalista, com essa prática, os rendimentos caíram até 50%.

O presidente do Sindestiva, Rodnei Oliveira da Silva, esclareceu que apenas os portuários vinculados ao Órgão de Gestão de Mão de Obra (Ogmo) de Santos deveriam ser selecionados para as atividades no porto e que isso não vem sendo respeitado. “Nós vamos continuar com nossas manifestações e com recursos na Justiça”, informou ele.

Por meio de nota, a Embraport disse que “reconhece o direito democrático de manifestação, mas que repudia com veemência atos de violência e agressão”. No comunicado, a entidade criticou o Sindestiva, alegando que os integrantes têm agido com intransigência ao se nega a aceitar o que determina a Lei dos Portos.

“A nova lei prevê contratações com as vantagens e a segurança da CLT [Consolidação das Leis do Trabalho], além de outros benefícios a critério das empresas extensivos inclusive às famílias dos trabalhadores”, defendeu a Embraport. (Edição de Talita Cavalcante)


Extraído => Agência Brasil - 26/09/2013

13/08/2013

Brasileira Ferrous Resources finaliza plano de investimento do projeto Viga.

A brasileira Ferrous Resources finalizou o estudo de viabilidade de seu projeto de minério de ferro, Viga, em Minas Gerais, com financiamento de US$ 1,28 bilhão e retorno em seis anos, confirmou a empresa na semana passada. 
A Ferrous espera produzir um total de 17 milhões de t/ano de minério de ferro com 65% de Fe a partir de 2017, sendo 15 milhões de t produzidas na mina Viga. A produção prevista para 2013 chega a 5 milhões de t, contra 3,2 milhões de t em 2012.
'Em paralelo ao estudo de viabilidade, foi desenvolvido o plano de execução do projeto, cujo prazo é de 36 meses, com previsão de início das obras em 2014 e start up da planta em 2016', disse a empresa em um comunicado.
Marcos Assunção, analista do banco de investimento Itaú BBA, disse que o projeto da Ferrous parece competitivo mesmo em um mercado de minério de ferro mais difícil. 'Ele pode gerar uma margem positiva mesmo em um cenário de preços baixos do minério de ferro', disse Assunção em um relatório, salientando que a previsão de custo-caixa total e despesas de venda, gerais e administrativas chega a US$ 46/t.
Assunção acredita que a Ferrous está bem posicionada para crescer. Ele citou o licenciamento integral da etapa de 15 milhões de t/ano, a previsão de produção de 5 milhões de t/ano em 2013 e o EBITDA de US$ 60 milhões, o baixo risco de alavancagem, as reservas certificadas de minério de ferro, um terminal de carga na empresa logística MRS localizado perto das operações da mina, e a experiência da equipe gerencial.
A venda de 4% das ações para a Glencore no primeiro trimestre também reforçou a perspectiva positiva do analista do Itaú BBA, visto que isso reduziu o risco do projeto.

Extraído: Platts => 13/08/13

08/08/2013

Portos vão receber R$ 5 bilhões em investimentos.

O governo autorizou ontem a construção de 12 novos terminais portuários de uso privado (TUPs) e a ampliação de outros dois já instalados, num total de investimentos de R$ 5 bilhões. Eles ampliarão a capacidade portuária brasileira em 35,6 milhões de toneladas por ano.

Os maiores empreendimentos são um novo terminal da Manabi Logística em Linhares (ES), estimado em R$ 2 bilhões, para movimentação de minério de ferro, e a ampliação do terminal da Ultrafértil em Cubatão (SP), no valor de R$ 1,8 bilhão, para fertilizantes e grãos.

Pela nova legislação, sancionada em maio passado, a Secretaria de Portos (SEP) vai publicar a relação dos novos terminais, o que deve ser feito na edição de hoje do Diário Oficial, e a partir de então será aberto um prazo de 30 dias para que outras empresas, que eventualmente tenham interesse nessas mesmas áreas, se manifestem.

Não havendo empecilhos, a autorização definitiva para a instalação dos terminais deve ser dada em outubro e as empresas terão três anos para a construção. 'Como são investimentos privados, eles ocorrem com maior rapidez', comentou o ministro-chefe da Secretaria de Portos, Leônidas Cristino.

Rio. Além da Manabi e da Ultrafértil, o governo autorizou o estaleiro Brasfels a aumentar sua operação no Rio , num empreendimento de R$ 409 milhões.

A Região Norte ganhará investimentos adicionais de R$ 228 milhões para o transporte de combustíveis, um problema crítico na região. Os novos terminais da região Sul envolverão investimentos de R$ 316 milhões e outros R$ 164 milhões serão aplicados no Centro-oeste para a construção de terminais fluviais para o transporte de grãos.

Essa foi a segunda leva de terminais privados autorizados após a reforma da Lei dos Portos. No mês passado, foram anunciados 50 terminais, com investimentos estimados em R$ 11 bilhões, e aberto período de 30 dias para manifestação de outros interessados.

Interesse. Esse prazo encerrou-se anteontem. Segundo o ministro, seis empresas pleitearam instalar-se nas áreas onde foram autorizados os novos terminais. Juntas, elas pretendem investir R$ 1,5 bilhão. 'Agora vamos estudar os pedidos', informou Cristino. 'Se for numa área próxima e houver interesse, autorizamos os dois', disse.

Havendo conflito, a lei determina que o governo faça uma seleção. Das 50 empresas autorizadas a instalar terminais no mês passado, 12 não entregaram a documentação dentro do prazo. Cristino achou 'normal' esse desempenho, pois havia propostas antigas para instalação de terminais e as empresas podem ter feito outros planos. Para ele, não é sinal de desinteresse do empresariado.

Empresários querem retorno maior com projetos

O governo espera divulgar depois de amanhã uma primeira versão do edital de licitação de arrendamento de áreas nos portos de Santos (SP) e no Estado do Pará. A rentabilidade poderá subir, segundo sinalizou o ministro-chefe da Secretaria de Portos, Leônidas Cristino. Ele disse que o assunto está 'em análise', mas admitiu a possibilidade de um pequeno aumento. '0 governo quer os investimentos privados', afirmou.

Segundo informações extraoficiais, a Taxa Interna de Retorno (TIR) foi fixada em 7% e 7,5%, considerado baixo pelo mercado. '0 setor privado pode aumentar os ganhos de outra forma, por exemplo, ganhando escala', argumentou o ministro.

Ele deixou em aberto a possibilidade de haver, também, mudança nas condições de financiamento. Os empréstimos prometidos pelo Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) custariam, originalmente, a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais até 2% ao ano.

Em Santos e no Pará, há 52 áreas com contratos vencidos ou por vencer. A idéia é unir algumas delas para permitir a instalação de terminais maiores. Assim, deverão ser oferecidas 11 áreas em Santos e 20 nos portos paraenses.

Extraído:  O Estado de São Paulo

07/08/2013

Balanço da CSN terá impacto do minério de ferro.


Apesar de preços mais altos do aço e o menor número de paradas operacionais, o balanço do segundo trimestre da Cia. Siderúrgica Nacional (CSN), previsto para hoje após o fechamento do pregão, poderá ser magro e vir até no vermelho. A divisão de minério de ferro deve contribuir: o resultado será pressionado pela queda do preço da matéria-prima e também do volume embarcado.
Na média, sete bancos consultadas pelo Valor projetam que a companhia terá uma receita líquida de R$ 3,8 bilhões, 8,4% abaixo dos R$ 4,1 bilhões do segundo trimestre de 2012.
Para a última linha do balanço, os analistas têm projeções bastante distintas. Enquanto o J.P. Morgan prevê prejuízo de R$ 629 milhões, o Itaú BBA estima um lucro líquido de R$ 271 milhões. Em média, a previsão é de uma perda de R$ 44,8 milhões, ante prejuízo de R$ 1,03 bilhão um ano antes. Vale lembrar que a perda de um ano atrás é resultado da baixa contábil de investimentos realizados na compra de ações da Usiminas.
Os demais bancos consultados pelo Valor foram Santander, Bank of America Merrill Lynch, BTG Pactual, Goldman Sachs e Citi. Este último fez estimativa somente do resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). Em média, os analistas projetam um Ebitda de R$ 938 milhões, queda de 14% na comparação com um ano atrás.
Assim, como foi previsto para Usiminas e Gerdau, os analistas acreditam que a valorização de 10% do dólar frente ao real no segundo trimestre tenha deixado marcas negativas no balanço trimestral da CSN. A expectativa é de que o resultado final tenha sido prejudicado pelo efeito do câmbio nas contas financeiras.
O J.P. Morgan afirma, porém, que a CSN deve mostrar melhora parcial da rentabilidade perdida no primeiro trimestre, em decorrência de problemas operacionais no negócio de mineração - especificamente a área de beneficiamento da mina Casa de Pedra.
O Bank of America Merrill Lynch destaca que os problemas de Casa de Pedra parecem estar parcialmente resolvidos e projetam vendas de 5,9 milhões de toneladas de minério, acima das 4,2 milhões de toneladas nos três primeiros meses deste ano. A previsão do Itaú BBA é parecida, de 5,7 milhões de toneladas, enquanto o Santander é menos otimista - 5 milhões de toneladas. Todavia, os analistas pontuam que o preço mais baixo da matéria-prima - cerca de 10%, na comparação com o segundo trimestre de 2012 - vai pressionar a receita da empresa. Soma-se a isso recuo similar nos embarques de minério frente um ano atrás.
Na siderurgia, a previsão é de melhora dos resultados operacionais, com aumento de 2% a 3% nos preços no mercado doméstico e vendas totais (internas, exportação e de operações no exterior) de 1,56 milhão de toneladas.
Extraído: Valor => 07/08/13

05/08/2013

Gerdau começa a produzir aços planos

O grupo gaúcho Gerdau entra no mercado de aços planos neste mês. Com o início da produção do laminador de bobinas a quente na Usina Ouro Branco, em Ouro Branco (região Central), a companhia prevê vender de 150 mil toneladas a 160 mil toneladas de bobinas até o final deste ano. O produto é usado principalmente na indústria da construção civil (construção metálica), petrolífera, naval e de máquinas e implementos, entre outros setores.
As informações foram reveladas pelo diretor-presidente da companhia, André Gerdau Johanpeter, ontem, durante conferência para divulgação dos resultados do segundo trimestre deste ano. O equipamento entra em operação com cerca de um mês de atraso em relação à última previsão, o que também prejudicou a estimativa inicial de comercialização de bobinas neste exercício em cerca de 50 mil toneladas. O laminador de bobinas a quente tem capacidade instalada de 770 mil toneladas anuais.
Os investimentos da Gerdau chegaram a R$ 635 milhões no segundo trimestre deste ano e fecharam o semestre em R$ 1,2 bilhão. Os aportes foram direcionados especialmente ao aumento da capacidade de produção de minério de ferro e à instalação do laminador de bobinas a quente na Usina Ouro Branco.
Minério - 'Já devemos atingir a produção de 11,5 milhões de toneladas anuais do insumo siderúrgico até o final deste ano. Com este volume somos autossuficientes e exportamos uma fatia', disse Johanpeter. Ele revelou que no primeiro semestre a Gerdau já embarcou cerca de 150 mil toneladas de minério e até o final do ano mais 550 mil toneladas do insumo devem ser exportadas, fechando o exercício com 700 mil toneladas em exportações.
O minério de ferro é extraído pela Gerdau em suas jazidas em Minas Gerais, com reservas estimadas em 2,9 bilhões de toneladas. Os ativos estão distribuídos em quatro minas, todas na região de Serra Azul: Miguel Burnier, Várzea do Lopes, Gongo Soco e Dom Bosco.
Para o período entre 2013 e 2017, estão programados R$ 8,5 bilhões em aportes nas plantas industriais da companhia e na área de mineração. O montante é 17,5% menor do que o do plano anterior (R$ 10,3 bilhões), entre 2012 e 2016. 'A Gerdau segue mais seletiva na avaliação de seus projetos de investimentos futuros', lembrou o executivo.
Resultado financeiro - A Gerdau encerrou o segundo trimestre com um lucro líqüido de R$ 401 milhões, queda de 27% em relação ao mesmo período de 2012 (R$ 549 milhões). Na comparação com o resultado dos três meses anteriores (R$ 160 milhões), por outro lado, houve um expressivo crescimento de 150,6%.
Em relação à alta na comparação do segundo com o primeiro trimestre deste ano, Johanpeter afirmou que 'a melhora reflete a gradual recuperação dos mercados em diferentes níveis e o esforço de gestão das nossas operações, o qual resultou na redução do capital de giro em R$ 1,1 bilhão, ampliando o caixa da companhia'. 'Além disso, as vendas físicas no mercado interno brasileiro apresentaram o seu melhor desempenho desde 2008', acrescentou.
A receita líquida da companhia no segundo trimestre ficou em linha com a do mesmo intervalo do ano passado, somando R$ 9,882 bilhões. Em relação dos primeiros três meses deste ano (R$ 9,166 bilhões), houve um crescimento de 7,8%, o que para Johannpeter confirma a tendência de recuperação ao longo deste ano.
No Brasil, as vendas consolidadas da companhia somaram 1,768 milhão de toneladas no segundo trimestre, 7,7% menos que em igual período de 2012. O mercado interno consumiu 85,2% do volume comercializado no intervalo e o restante foi destinado a remessas ao exterior.
A produção de aço bruto da Gerdau no país ficou na casa das 1,771 milhão de toneladas de abril a junho, 3% menos que no mesmo período de 2012 e praticamente 38,1% do total produzido pela companhia em todas as suas operações no trimestre (4,646 milhões de toneladas). 
Extraído: Diário do Comércio