Nossa motivação.

"Grandes empresas e profissionais compartilham informações, auxiliam-se mutuamente e buscam na sinergia sua força de trabalho. Este espaço destina-se a isso: trocar idéias, tirar dúvidas e fazer "networking". Bem vindos os que tem aço no sangue !"

16/06/2015

Laminados planos entram na mira do Secex


A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) decidiu iniciar revisão anticircunvenção para averiguar a existência de práticas comerciais que visem frustrar a eficácia de medidas antidumping em vigor, instituídas em outubro de 2013, aplicadas às importações brasileiras de laminados planos de baixo carbono e baixa liga originárias da China. Por meio da revisão anticircunvenção, é possível verificar a extensão da medida antidumping para impedir que determinadas importações frustrem as medidas em vigor.


Nesse caso específico, o pedido foi apresentado pela Usiminas, baseado no Decreto nº 8.058, de 2013, que caracteriza entre as possibilidades de prática de circunvenção quando "produto que, originário ou procedente do país sujeito a medida antidumping, apresente modificações marginais com relação ao produto sujeito a medida antidumping, mas que não alteram o seu uso ou a sua destinação final". De acordo com informações apresentadas pela Usiminas, as importações de chapas grossas com adição de cromo da China estariam sendo realizadas com o objetivo de frustrar a eficácia da medida antidumping aplicada às importações de chapas grossas.

A decisão da Secex está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (15), na Circular 38, que determina o início da revisão e apresenta o histórico do processo. A investigação compreenderá o período de abril de 2012 a março de 2015.

Extraído = > Jornal do Comércio  - 16/06/2015

11/06/2015

Mudança em critérios das licitações preocupa especialistas no setor


A decisão do Governo Federal de mudar o critério das licitações das áreas portuárias é vista com preocupação por especialistas no setor. O motivo é a necessidade de essa alteração ser apreciada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e a falta de prazo para isso. O temor é de que o processo sofra novos atrasos e a Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP) não consiga licitar as três primeiras glebas ainda neste ano. 


No anúncio do Programa de Investimento em Logística (PIL), na terça-feira(9), o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, afirmou que, no segundo bloco de arrendamentos portuários, previsto para o segundo semestre de 2016, o Governo utilizará o critério de outorga e não mais o de maior volume de movimentação de carga e menor tarifa. A medida também poderá valer para as licitações das três primeiras áreas, caso o TCU aprove o pedido.

“O Governo publicou hoje (ontem) um decreto em que inclui o valor de outorga como um dos critérios que podem ser utilizados na licitação de portos. E nós planejamos utilizar o valor de outorga como o principal critério de licitação dessa rodada dois. Nós vamos consultar o TCU para saber se há a possibilidade de usar outorga para os portos do bloco 1”, destacou.

Segundo Barbosa, nas condições atuais, o modelo definido anteriormente poderia não ter os resultados esperados. Ele argumentou que a licitação por outorga traz maior eficiência. “É um modelo que o próprio setor de administração portuária e de ferrovias nos solicitou que adotássemos”, afirmou. 

Mas, para o consultor portuário Fabrizio Pierdomenico, este plano do Planalto pode atrasar ainda mais a licitação das áreas. “A equação era baseada nas diretrizes da nova lei, de maior volume por menor preço. Agora, mudando tudo, é possível que tenha que ser tudo analisado novamente. Se o TCU entender que essa análise é necessária, vai atrasar tudo bastante”.

A mesma opinião tem o consultor portuário Sérgio Aquino. Para ele, o setor não pode esperar celeridade, caso o processo tenha que ser novamente avaliado pelo TCU. “Hoje, foi a divulgação de um grande pacote de intenções, não de concessões. Em todos os modais, há a uma infinidade de temas em estudo ou que dependem de decisões. Em todas essas questões, é necessário esperar”, destacou Aquino.

Segundo Pierdomenico, com as condições impostas pelo Governo, o setor retorna às condições da época em que a Lei nº 8.630 (antigo marco regulatório) estava em vigor. “Essa questão da outorga já era algo superado pela lei e foi considerado o ponto de grande mudança no novo marco regulatório. Agora houve esse retrocesso”.   

Confiabilidade

Para o presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, a mudança no critério dará maior segurança para o Governo porque tende a atrair empresas idôneas e com maior capacidade de operação e menos especuladores. 

“O mercado exige alta tecnologia e altos investimentos e o mercado é exigente. Requer empresas com capacidade econômica, financeira e técnica e que não podem ficar sujeitas à sazonalidade da produção, por exemplo. Caso contrário, ficarão eternamente pedindo reequilíbrio ao Governo”, destacou Wilen Manteli. 

O executivo também espera celeridade nas análises que se fazem necessárias e, consequentemente, que as licitações sejam destravadas. 

Fernanda Balbino

Extraído => A Tribuna  - 11/06/2015

11/11/2014

Criador dos Brics diz que governo brasileiro se tornou "chinês demais"


Conhecido –e muitas vezes criticado– por suas previsões consideradas excessivamente positivas, o economista britânico , criador do acrônimo Bric, parece ter perdido seu entusiasmo com pelo menos um país: o Brasil.


Em 2012, quando as incertezas sobre a recuperação da economia global eram ainda maiores que as de hoje, o então economista-chefe do banco americano Goldman Sachs escreveu que se mantinha “extremamente otimista em relação ao Brasil” e que o país representava uma “grande esperança”.

Dois anos e meio depois, O’Neill afirma que muita coisa deu errado desde então. E que um dos principais responsáveis pelo baixo crescimento registrado no país é o que define como política intervencionista do governo da presidente Dilma Rousseff.

“O governo brasileiro se tornou chinês demais”, afirmou, em entrevista à Folha em Londres, onde vive. O papel desempenhado pelo BNDES na concessão de empréstimo ao setor privado nos últimos anos, a juros subsidiados, e a atuação do Banco Central que, segundo ele, precisa ser mais independente, são exemplos dessa política, diz o economista.

O’Neill, 57, porém, faz sua mea-culpa. Ele diz que errou ao acreditar que a redução da inflação na década passada iria inaugurar uma “nova era” para o país, em que não somente o consumo aumentaria, mas também os investimentos e a tomada de riscos por parte dos empresários. “Isso não aconteceu.”

Apesar disso, o economista britânico continua confiante no resto de suas previsões.

Além da China, que mesmo crescendo em ritmo mais lento, “produz uma Índia a cada dois anos”, segundo ele, outros emergentes como Nigéria e Indonésia, parte do novo acrônimo “Mint”, deverão puxar a expansão mundial nas próximas décadas.

Os “Mint” foram tema de um programa de TV na emissora britânica BBC apresentado neste ano por O’Neill, que se aposentou do banco americano em 2013. Leia a seguir os principais trechos da entrevista.

***

Folha – Há uma grande discussão sobre o futuro dos mercados emergentes diante de uma menor expansão global e do fim da política estímulos do Fed (banco central americano), que trouxe muita liquidez aos mercados nos últimos anos. Qual a visão do sr. sobre isso?

Jim O’Neill – A natureza dessa questão presume uma estrutura antiga do mundo. Há duas décadas, se a economia mundial estivesse desacelerando e o Fed estivesse apertando sua política monetária, seria uma péssima notícia para os países emergentes. Mas hoje a segunda maior economia do mundo é um país emergente, a China. A China crescendo a 7,5%, o que se considera “mais devagar”, equivale em dólares aos Estados Unidos crescendo a 4%.

A China é maior que Alemanha, França e Itália juntas. A China cria um Reino Unido a cada três anos, e uma Índia a cada dois. Por isso, se o mundo vai diminuir seu crescimento de forma persistente depende, em grande parte, do que a China vai fazer. Deveríamos estar nos preocupando com o que vai acontecer se o banco central chinês apertar a política monetária, e não o Fed. A forma com que a maioria das pessoas ainda pensa sobre essas questões é equivocada. O mundo mudou.

Folha – Qual sua perspectiva para o futuro da economia global?

Acho que a economia americana mostra sinais contínuos embora erráticos de aceleração. No momento acredito que isso deve levar o Fed a aumentar as taxas de juros em 2015, provavelmente no meio do ano, e isso deve trazer consequências adversas para alguns mercados.

Há uma incerteza genuína particularmente em relação à volta dos investimentos. O gasto com investimento tem sido muito fraco ao redor do mundo. Isso inclui, para os padrões chineses, a China, mas também Alemanha e EUA. Isso sugere que os negócios ainda não querem tomar muito risco no longo prazo e isso é um pouco preocupante. Achei que esse ano isso começaria a mudar. Mas até agora, não.

Folha – Em 2012 o sr. escreveu que estava extremamente positivo com o Brasil e que o país tinha um futuro promissor. Dois anos depois, o país deve crescer menos de 1% esse ano, a inflação voltou, os juros subiram. O que aconteceu?

Há uma pequena possibilidade de que nada deu errado e Brasil ainda viva uma grande volatilidade. Se você olhar para o período entre 2001 e 2003, o país tinha um crescimento tão fraco quanto o que está tendo nesta década. As pessoas se esquecem disso. Entre 2005 e 2009 o país teve um forte crescimento, em parte porque sua economia foi seriamente afetada pelo alto preço das commodities. Então, se por alguma razão o preço das commodities começarem a subir muito nos próximos anos, não seria tão surpreendente se o Brasil crescesse muito mais sem que nada efetivamente mudasse.

Porém, apesar do que eu acabei de dizer, eu acho sim que as coisas deram errado. E eu estive errado. Acho que errei porque imaginava que a inflação baixa iria desencadear uma nova era para as classes de renda baixa e média no Brasil, não apenas de maior consumo, mas também de mais investimentos, mais riscos, mais criatividade. E isso não aconteceu. O consumo foi criado por meio de empréstimos, e não apoiado por um crescimento sustentável da renda. Também não foram feitos investimentos suficientes.

Folha – Por que isso ocorreu, na sua opinião?

Um problema real é que o governo brasileiro se tornou muito chinês, ao tentar direcionar demais a economia. O famoso efeito crowding-out (queda do investimento privado diante de uma política fiscal expansionista do Estado) ocorre no Brasil. Uma consequência disso se vê na situação fiscal do país. Se o governo continuar tentando controlar tudo, gastar mais e mais, e não usar o dinheiro de forma eficiente, o déficit nas contas [como o registrado em setembro, o primeiro em nove anos] será o novo normal para o Brasil.

Folha – O intervencionismo é o principal problema?

Acho que Dilma não vem tendo sucesso na economia. Ela pode ter sido muito azarada com o “timing” na economia mundial.

Mas o intervencionismo é uma questão principal.

O papel do BNDES na concessão de empréstimos é algo muito chinês, e é também um grande problema. Junte-se a isso o fato de que ela não fez nada para tornar o Brasil mais competitivo globalmente, fora do negócio de commodities. O que o Brasil tem para oferecer ao mundo, além de matéria-primas? Qual seu diferencial? Não há apoio a um ambiente de tomada de risco, à inovação de alto impacto. Só commodities não é suficiente.

Folha – Que reformas estruturais são mais urgentes?

Um ponto crucial é que vocês têm quase 200 milhões de pessoas. Então, se o país fomentar reformas, permitindo mais dinamismo ao setor privado, apoiando uma maior tomada de risco e estimulando novos negócios, o Brasil ainda pode ser um lugar fantástico. Mas não vejo muitas evidências de que isso vá realmente acontecer.

Folha – E na política macroeconômica, que tipos de ajustes são necessários?

Acho que a presidente precisa tornar o Banco Central mais independente. Um dos problemas é que as decisões não são realmente feitas pelo BC nos últimos anos. A subida de juros que ocorreu dias após a eleição foi um desenvolvimento muito interessante nesse sentido.

Folha – O que a subida dos juros logo após a eleição demonstra, na sua visão?

Foi uma surpresa levemente positiva porque os mercados gostam de ver o que os políticos fazem, não apenas o que eles falam. [A subida de juros] pode demonstrar que Dilma será mais sensível às demandas do mercado, mas ainda é cedo para dizer.

Folha – A inflação acima da meta ameaça a credibilidade do país?

Sim. No que diz respeito ao sistema de meta de inflação, a credibilidade do sistema está definitivamente sob ameaça, e por isso que a alta dos juros é tão importante. Além disso, por causa dessa montanha russa, muitos investidores simplesmente não estão mais interessados no Brasil. De certa forma, isso pode ser bom, pois pode incentivar o governo a fazer as reformas.

Folha – Qual sua avaliação sobre a criação do banco dos Brics?

Foi uma surpresa positiva. Os países do grupo têm conversado sobre isso há dois anos, e muita gente começou a pensar: “eles não conseguem concordar em nada, é tão ruim quanto o FMI ou o G-20″. O fato de que eles finalmente concordaram em algo substancial é um desenvolvimento positivo. O fato de que a sede da instituição será na China foi também interessante, mostrando a importância do “C” no Bric. Vejo também como um sinal de que os chineses veem o Bric como uma forma de “experimento” para um projeto de assumir maior responsabilidade global.

Folha – Qual deve ser o papel do banco dos Brics?

Os Brics já deveriam ter maior peso no FMI e no Banco Mundial, mas não conseguem por causa do Congresso americano. Por outro lado, não concordo que a criação do banco seja uma resposta a sub-representação nessas instituições, porque elas continuam pesadamente envolvidas em programas de empréstimos para esses países. Hoje, diria que o banco tem um papel puramente simbólico.

Folha – Os Brics possuem muitas diferenças entre si, e muitos consideram que, por isso, não deveriam ser considerados um grupo coeso. Como o sr. responde a isso?

É claro que eles possuem grandes diferenças, mas qual grupo político não possui? Tome o G-7, por exemplo. São todos países democráticos, é verdade, mas o que mais há em comum entre os EUA e a Itália? Os Brics têm muitas diferenças entre eles, mas têm também muito em comum em aspectos importantes, como população e tamanho da economia. E nessa análise, excluo a África do Sul, que é um país pequeno com população pequena. Eu particularmente questiono a sensibilidade de incluir a África do Sul no grupo. Acho que foi um erro estratégico.

Folha – A China passa por desaceleração e enfrenta um grande desafio demográfico. Você continua otimista em relação ao país?

Sim. Qualquer um que estudou China nos últimos 20 anos sabe que desafios demográficos começariam a surgir no começo desde década. Portanto, não há surpresa inclusive pra mim. Além disso, o governo chinês está tentando enfrentar a questão, se livrando da política de filho único, por exemplo. Sobre a desaceleração da economia, eu presumi muitos anos atrás que a China iria desacelerar nesta década. Até agora, a desaceleração foi menor do que previa tanto [sua previsão é de expansão média de 7,5% entre 2010 e 2020).

Folha – Qual sua análise sobre a Índia, sob o governo do primeiro ministro Narendra Modi?

Estou muito animado com a Índia sob o governo Modi. Um dos maiores problemas do país é a complexidade de sua democracia. Com a força da vitória de Modi, há uma chance para reduzir a complexidade da democracia da Índia pela primeira vez em 30 anos. É uma mudança grande e positiva, com impactos na economia. Acho que na segunda metade desta década é possível até que a Índia possa crescer mais que a China, em termos percentuais.

Folha – Você criou recentemente um novo acrônimo para um grupo de países, os Mint (México, Indonésia, Nigéria e Turquia). Que características os une e o que os diferencia dos Brics?

De novo, a principal característica que os une é a população. E, em contraste com China e Rússia, os quatro países do MINT têm população jovem, portanto não há um fardo demográfico. A população economicamente ativa nesses países vai crescer muito nos próximos 20 anos, o que é uma diferença importante em relação aos Brics. Além disso, são países com relações comerciais muito diversas. Já a Nigéria é uma exceção, com população muito grande, mas também desafios relacionados à elevada corrupção e à democracia.

Folha – Você afirmou recentemente que não concorda que a desigualdade tenha aumentado nas últimas décadas, argumento defendido pelo economista francês Thomas Piketty. Por quê?

Não sou crítico de Piketty, mas da popularidade dessa visão [sobre aumento da desigualdade]. Acho que existe uma enorme hipocrisia das pessoas do ocidente. O fato é que, em indicadores de pobreza mundialmente aceitos, vimos uma grande queda da desigualdade mundial na ultima década. Em boa parte por causa dos países emergentes. A meta da ONU de reduzir a pobreza à metade em 2015 foi atingida em 2010.

Minha segunda crítica é que é idioticamente simples pegar a diferença entre o cidadão mais bem pago e o menos pago e dizer isso que isso significa que a desigualdade está crescendo.

Por fim, há um subcontexto na discussão que envolve um protesto quanto às pessoas enriquecerem. Não queremos que nossas pessoas fiquem mais ricas? Venho de uma realidade dura em Manchester [cidade no norte da Inglaterra]. E lá as pessoas não reclamam por eu ser rico. Ao contrário, elas gostariam de ter enriquecido também, de uma vida melhor. Acredito na importância da desigualdade de oportunidade, não no debate simplista de desigualdade de renda.

Extraído => Folha de São Paulo  - 11/11/2014

01/10/2014

Após reunião na Fiesp, Mantega anuncia estímulos ao setor industrial.


O governo federal antecipou a entrada em vigor da alíquota de 3% do Reintegra, programa de créditos sobre exportações para empresas de manufaturados, para a partir de outubro deste ano, anunciou nesta segunda-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega.


A alíquota atual do Reintegra, regime que devolve aos exportadores de produtos manufaturados um porcentual da receita com as vendas externas e os compensa por tributos indiretos, é de 0,3%. Inicialmente, a alíquota de 3% deveria valer apenas a partir do começo de 2015.

A antecipação da medida foi anunciada a seis dias do primeiro turno das eleições presidenciais.

Para Mantega, o Reintegra maior ajudará a dar competitividade à indústria nacional, num momento em que falta mercado para os exportadores.

O ministro disse ainda que a antecipação da alíquota maior do Reintegra não tem efeito sobre as contas públicas neste ano, já que a contabilização das exportações das empresas brasileiras para fins de obtenção do crédito tributário ocorrerá em janeiro de 2015.

O impacto anualizado estimado na arrecadação com o Reintegra de 3% é de R$ 6 bilhões, segundo Mantega. Para o período de outubro a dezembro, seria um quarto disso, ou cerca de R$ 1,5 bilhão, de acordo com o ministro.

Mantega anunciou a antecipação da alíquota maior do Reintegra após reunião com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) na capital paulista. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, também participou do encontro.

O ministro da Fazenda disse ainda que foi acertada a criação de duas comissões com representantes do governo federal e do empresariado que afetam a indústria, uma para tratar de questões trabalhistas e outra de tributárias. (Reuters)

Extraído => O Estado de São Paulo  - 01/10/14

15/09/2014

ABB fecha contrato de US$ 103 milhões com a Vale.

A ABB fechou contrato de US$ 103 milhões com a Vale para a instalação de sistemas elétricos e de
automação em uma moderna mina de minério de ferro, em Carajás (PA), como parte de sua expansão de capacidade produtiva. Este pedido dá continuidade ao contrato anterior de US$140 milhões, firmado com a ABB, para fornecimento da primeira fase do projeto S11D, que inclui a instalação de equipamentos elétricos e de automação para a Usina que processa o material extraído da mina, separando o minério de ferro das impurezas.

Com isto, a ABB fornecerá uma subestação de alimentação de 230 kV para conectar a mina à rede elétrica, além de 42 subestações secundárias. A ABB também irá fornecer motores para acionar a correia transportadora da mina. “A Vale está desenvolvendo uma mina sustentável, do futuro, na Amazônia. O S11D representa estar à frente da indústria em 20 ou 30 anos. Para conseguir isso, a ABB desenvolveu soluções altamente personalizadas e com capacidade de implementar com êxito e em uma grande escala.

Estou orgulhoso de que a estreita relação entre a ABB e a Vale, ao longo de mais de 10 anos, resultou neste projeto pioneiro, que estabelece um novo padrão de produtividade, sustentabilidade e segurança,” disse Veli-Matti Reinikkala, responsável global pela divisão de Automação de Processos da ABB. “Neste projeto, a colaboração entre divisões está permitindo uma sólida integração de automação e energia, um importante diferencial para a ABB”. A produção de minério de ferro esperada para o Projeto S11D é de 90 milhões de t/ano.

Marcelo Villela


Extraído => Brasil Mineral - 15/09/14

08/09/2014

Expectativa é que setor naval recomece as contratações nos próximos meses.

Com a saída das últimas plataformas concluídas pela indústria naval no Município, em dezembro do ano passado, muitos trabalhadores acabaram sendo dispensados. Grande parte acabou migrando para outros setores de atividades, tendo em vista a falta de oportunidades em Rio Grande na área.

Com isso, a Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), por meio do Sistema Nacional de Emprego (Sine), esteve totalmente envolvida e sempre acompanha todas as etapas que a indústria naval passa durante a contratação e a dispensa de trabalhadores. As principais funções do FGTAS/Sine é realizar a intermediação de mão-de-obra, dar apoio ao Programa de Geração de Emprego e Renda e fazer o encaminhamento do seguro-desemprego, além de contribuir com as empresas que pretendem realizar contratação.

De acordo com o Coordenador do FGTAS/Sine, Luis Moura, há cerca de cinco meses, o Sine-RG encaminhava aproximadamente 300 pessoas por dia para o preenchimento de vagas de emprego e com a mudança no cenário do mercado de trabalho no Município, o número de contratações caiu consideravelmente. "Há quatro ou cinco meses atrás, nós encaminhávamos muitas pessoas para as vagas de trabalho, principalmente no setor naval. Encaminhávamos de 250 a 300 pessoas por dia. Diariamente atendíamos cerca de 400 pessoas. Com a queda da produção, o número caiu consideravelmente. Hoje atendemos cerca de 150 pessoas diariamente, sendo que a maioria é encaminhada para o setor do comércio. Dos 150 atendimentos diário, 100 são encaminhamentos de entrevistas", destacou.

Moura explicou que após a saída das plataformas, aqueles trabalhadores, que já haviam fixado residência no Rio Grande e não conseguiram um novo emprego, ainda aguardam pela chegada de novas plataformas. "As pessoas que trabalham nas plataformas, geralmente não têm o perfil do comércio. Grande parte dos que ficaram desempregados estão na expectativa pelo recomeço das contratações, que devem começar em outubro ou novembro. Aqueles que estavam desempregados e nos procuraram, a maioria foi encaminhada para as vagas que tínhamos no setor da construção civil. Só que os empregadores da construção civil preferem contratar trabalhadores da própria área, pois, na maioria das vezes, os funcionários do Polo Naval, não ficam muito tempo, somente até o recomeço das contratações da indústria oceânica", ponderou.

Qualificação e vagas

O Coordenador do Sine-RG comentou que muitos trabalhadores qualificaram-se com os cursos do Pronatec, sendo que uma parte foi por meio do encaminhamento obrigatório em função do seguro-desemprego. "Nós qualificamos muita gente de fora. Quando abriram as vagas do Pronatec muitos nos procuraram. Em torno de 20 mil trabalhadores foram formados em Rio Grande pelo Pronatec. Alguns dos que fizeram os cursos foram encaminhados de forma obrigatória para poder ter o direito ao seguro-desemprego", enfatizou.

Sobre as vagas disponíveis atualmente no Sine, Moura disse que elas são atualizadas diariamente e que os trabalhadores devem procurar o órgão diariamente. "As empresas determinam alguns pré-requisitos ou perfil. Quando as vagas surgem, não temos dificuldade de reposição. Geralmente preenchemos no dia mesmo, por isso as vagas são atualizadas diariamente. Todos os dias as vagas são renovadas. Além de vir aqui no Sine, os trabalhadores podem acompanhar as vagas através do site da FGTAS que é atualizado todos os dias", apontou.

Por fim, Luis Moura observou que as empresas interessadas no recrutamento de trabalhadores podem procurar o Sine. "Todas as empresas interessadas em recrutar podem procurar o Sine. Nós disponibilizamos salas e equipes para fazer o recrutamento. Além disso, colocamos todo o aparato, como internet e telefone, à disposição para que a empresa possa realizar os procedimentos necessários", concluiu.

As empresas interessadas podem entrar em contato com o Sine pelo e-mailvagasriogrande@fgtas.rs.gov.br ou pelos telefones 3232.1909 e 3232.6372. O Sine está localizado na rua Marechal Floriano, nº 248 e atende das 8h às 15h30min.

Extraído =>  Jornal Agora - 08/09/14